Residencial Brasil Central

O novo lançamento de Caio Lima, o Residencial Brasil Central, chega para ser referência em...

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Embaixadas: Dia Nacional do Kuwait é celebrado em Brasília

 Nesta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, a embaixada da Estado do Kuwait realizou uma cerimônia em comemoração ao sexagésimo quinto Dia Nacional e ao trigésimo quinto aniversário do Dia da Libertação. 

O evento, que reuniu autoridades do governo brasileiro, diplomatas e representantes do Congresso Nacional, foi marcado por uma mensagem de celebração e otimismo ao futuro das relações bilaterais entre o Estado do Kuwait e a República Federativa do Brasil.

Em seu discurso proferido durante a recepção oficial, o Embaixador do Estado do Kuwait no Brasil Senhor Talal Rashed Almansour, iniciou suas palavras transmitindo as mais calorosas felicitações à Sua Alteza o Emir Sheikh Meshal Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah e à Sua Alteza o Príncipe Herdeiro Sheikh Sabah Al-Khaled Al-Hamad Al-Mubarak Al-Sabah.

O Embaixador Almansour expressou ainda seus votos de progresso e prosperidade ao Kuwait e agradeceu a todos os presentes por se juntarem às celebrações. 

Durante sua fala, o Embaixador do Estado do Kuwait destacou os esforços contínuos do Kuwait desde ele sua independência em 1961 para construir uma sociedade baseada em liberdade, igualdade e justiça. 

Enfatizou a importância de uma política externa equilibrada, que respeita os princípios das Nações Unidas e promove a cooperação internacional, sem ingerência nos assuntos internos de outros países. O

Embaixador destacou também o papel humanitário e desenvolvimentista do Estado do Kuwait citando que o Fundo Kuaitiano para o Desenvolvimento Econômico Árabe já beneficiou mais de 100 países, refletindo o compromisso de seu país em ajudar na prosperidade global.

O Embaixador ressaltou a importância das relações kuaitianas-brasileiras, que completaram 58,anos em janeiro de 2026, e as descreveu como “distintas e positivas em todos os campos” e com significativo potencial de expansão, especialmente nas áreas de energias renováveis, infraestrutura e segurança alimentar. 

O Embaixador Almansour foi enfático ao apontar o Brasil como um destino importante para os investimentos kuaitianos e sinalizou uma “séria intenção” em promover a cooperação econômica e comercial, beneficiando-se das experiências mútuas para alcançar resultados que satisfaçam as aspirações de ambos os países.

Ele também reconheceu e congratulou o Brasil pelo sucesso da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada no ano passado em Belém no estado do Pará. 

O Embaixador ressaltou o “apelo histórico” lançado pela conferência à comunidade internacional para unir esforços em uma ampla mobilização global para combater as mudanças climáticas, e a sua importância na transição das negociações climáticas para uma fase de “implementação efetiva”, alinhando-se com os interesses globais de sustentabilidade. 

Ao final, o Embaixador reiterou o “permanente zelo” do Estado do Kuwait e em ampliar os horizontes da relação com o Brasil. 

O discurso deixou claro que, além dos laços históricos e culturais, há uma perspectiva econômica vigorosa sendo cultivada, posicionando o Brasil como um parceiro estratégico para os planos de investimento e diversificação do Estado do Kuwait e, em um momento de transformação global.

A celebração da data nacional, portanto, foi também um marco na projeção de uma agenda bilateral promissora e concreta.

VISÃO GERAL SOBRE O ESTADO DO KUWAIT

Capital: Cidade do Kuwait Idioma oficial: árabe Religião oficial: Islã Moeda: Dinar Kuaitiano Localização: Costa norte da Península Arábica

Área: 17.818 km²

População: 4,631 milhões

PIB: US$ 153,4 bilhões

Data da independência: 19 de junho de 1961. No entanto, o Kuwait celebra a sua data nacional em 25 de fevereiro em memória à assunção ao trono do Sheikh Abdullah Al-Salim Al-Sabah. Bandeira: composta por 4 cores: verde, branco, vermelho e preto, inspirada em um verso da poesia árabe.

Brasão: Um falcão com as asas abertas, abraçando um veleiro pousado em ondas brancas e azuis, em homenagem ao antigo passado marítimo do Kuwait Províncias: Al-Ahmadi – Al-Farwaniya – Capital – Al-Jahra – Hawalli – Mubarak Al-Kabeer

Economia

A economia do Kuwait depende principalmente das receitas do petróleo, que representam cerca de metade do produto interno bruto e 94% das exportações do país. Note-se que o Kuwait possui um dos campos petrolíferos mais ricos do mundo, com cerca de 10% do total das reservas globais de petróleo.

O Fundo Soberano do Kuwait, criado em 1953, é considerado o quarto maior do mundo, com ativos que chegam até 800 bilhões de dólares, estando os seus investimentos repartidos por mais de 125 países em todo o mundo, entre mercados desenvolvidos e emergentes.

Cultura

A cultura Kuaitiana é considerada uma extensão da cultura árabe islâmica e é caracterizada pela abertura às culturas vizinhas, seja em termos de arquitetura, música, vestuário, alimentação e estilo de vida. 

A característica mais importante da cultura local do Kuwait é o “DIWANIYAH”, que representa uma grande sala de recepção usada para reuniões sociais

Grandes marcos

Torre da Libertação: A Torre da Libertação é um símbolo da libertação do Kuwait e e um sinal claro do renascimento do país. 

A Torre da Libertação é também uma das torres de comunicações mais altas do mundo, com uma altura superior a 372 metros.

Torres do Kuwait: As Torres do Kuwait são consideradas um dos marcos mais famosos do Kuwait . O corpo esférico superior da maior torre, com 187 metros de altura, contém um restaurante e as torres usam elevadores de alta velocidade.

Centro Cultural Jaber Al-Ahmad: também chamado de Ópera do Kuwait, é um importante marco arquitetônico e cultural do Kuwait, localizado no coração da Cidade do Kuwait, faz parte do novo Distrito

Cultural Nacional do Kuwait e foi inaugurado em 2016. O edifício consiste em um conjunto de formas geométricas complexas inspiradas na arquitetura islâmica
 Fonte: Embaixada do Kuwait









sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Projeto social: Flores do Cerrado mondando a vida de mulheres no Cerrado Brasiliense

 Em ação desde 2023, o curso de costura, corte e bordado impacta diretamente no desenvolvimento econômico e social da região

Miriam Bezerra, 59 anos, é moradora da Ceilândia (DF) e entrou para o projeto social Flores do Cerrado em 2024. Porém, desde os 12 anos de idade, Miriam já tinha curiosidade para costurar.

Quando decidiu se inscrever no curso, estava passando por um período de vida muito difícil: havia perdido a mãe e estava desempregada. 

Mas, ainda em estado depressivo, foi impactada por um post no Instagram, sobre o curso de Corte, Costura e Bordado do projeto Flores do Cerrado, que acontece anualmente no Distrito Federal. “Não pensei duas vezes para me inscrever e, felizmente, fui contemplada. Depois disso, minha vida mudou completamente”, explicou.

Eu descobri um dom durante as aulas, que, antes, parecia estar enterrado.

“Durante o curso, fiz prendedores de cabelo, panos de prato e bolsas, até que comecei a vender minhas produções e portas foram se abrindo”, reforça.

Meses depois de ingressar, ela recebeu a oportunidade de ser auxiliar de costura. “Eu a agarrei com unhas e dentes; e foi aí o pulo do gato, em que encontrei forças para continuar”, revela.

Após um tempo, Miriam foi promovida a dar aulas e segue lecionando para 20 alunos. “Agradeço a todo mundo do projeto, porque ele realmente salva vidas”, destacou.

O projeto Flores do Cerrado capacitou, de graça, diversas mulheres das regiões do Sol Nascente, Estrutural, Brazlândia, São Sebastião, Varjão, Samambaia e, recentemente, Taguatinga. 

Ao todo, foram 20 vagas preenchidas e divididas no turno vespertino. As aulas acontecem de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h.

O curso de costura teve início em 26/01 e segue até dia 13/02, enquanto o de bordado começará em 23/02, com término em 27/02.

Decisão transformadora

Moradora da Estrutural (DF), Leudenir Ferreira, 66 anos, também estava em depressão profunda. 

Antes mesmo de conhecer o Flores do Cerrado, passava semanas sem socializar e mal conseguia dialogar com os próprios filhos.

Mas, certo dia, encontrou uma conhecida na padaria, com quem conversou rapidamente e recebeu um conselho modesto, sem saber que seria uma decisão transformadora: “Gostaria de que fizesse sua inscrição no projeto Flores do Cerrado para aprender a costurar, cortar e a bordar”. 

De início, Leudenir relutou. Mas a colega insistiu até o ponto em que a idosa topou conhecer as aulas. 

“Assisti às práticas por dois dias e, no terceiro, tive uma crise depressiva em meio à aula. Foi então que o Toni Regis, professor do curso, me acolheu e não me deixou desistir”, enfatiza.

Após retornar, ela conseguiu fazer as aulas até criar amor pelo Flores. “Naquele momento, o curso era a minha vida. Sempre ia dormir já pensando na aula do dia seguinte. Fui uma aluna bastante dedicada e, sem que eu percebesse, toda a angústia que eu vinha sentindo desapareceu. Ele realmente transforma vidas”, pontua.

Só do curso, a atual professora afirma que já saíram quatro alunas para prestar serviço para confecção de uniforme hospitalar. “Apesar de ter tido a mesma oportunidade, quando aluna, optei por seguir com o Flores. Para onde ele fosse, eu queria estar junto”, afirmou.

"O que aprendi com o Flores desejo ensinar para todas as mulheres. Se ele fosse um jardim, eu moraria dentro dele."

Leudenir entrou como aluna, foi auxiliar e hoje é professora de costura, corte e bordado. “No início, não fiz renda alguma. Mas, à medida em que fui aperfeiçoando meu trabalho, comecei a vender meus itens. Já fiz tapete, bolsinha, necessaire, presilha de cabelo e touca de cetim”, destaca

A docente aproveita, então, para agradecer a quem não a deixou desistir de uma das melhores decisões da vida dela: “Muito obrigada, Toni, Fábio e a todos que me incentivaram”, finaliza.

Impacto

Mais de 400 aprendizes já tiveram as vidas transformadas através dos cursos fornecidos pelo Flores do Cerrado, nas áreas de empreendedorismo, corte e costura, técnicas de artesanato e bordado.

Todo o material do curso é disponibilizado, incluindo máquinas de costura e tecidos. O projeto também oferece área kids com monitores capacitados para cuidar dos filhos das participantes durante todo o período das oficinas.

O objetivo do curso é capacitar e recolocar mulheres de baixa renda no mercado de trabalho. Assim, a iniciativa promove a inclusão social e profissional, oferecendo ferramentas para conquistar autonomia e oportunidades no mercado de trabalho.

De acordo com o fundador do projeto social, Fabio Barrera, a iniciativa é mais que um projeto de capacitação; é um projeto motivacional. “Por meio da costura e do bordado, nós mostramos para as mulheres que elas são capazes; que elas precisam acreditar nelas mesmas”, assegura.

Não por acaso, o slogan do curso é “A arte de transformar”, que sintetiza a essência da ação. “Nós buscamos que elas sejam agentes de mudança da vida delas. Assim, o Flores é capacitação, saúde mental, acolhimento e promoção de relações interpessoais”, finaliza.

O Flores do Cerrado é uma iniciativa da CEDHuC - Comissão Especial de Direitos Humanos, com apoio do Ministério da Cultura.

Serviço

Projeto social: Flores do Cerrado

Duração do curso: 26/01 a 13/02 (Costura) e 23/02 a 27/02 (Bordado)

Local:  Centro de Convivência COSE - Bernardo Sayão, QNM 36/38 AE, M Norte, Taguatinga - DF

Horário: 14h às 18h

Custo: totalmente gratuito

Para acompanhar o progresso do curso, basta acessar a página no Instagram do projeto: @floresdocerrado.df

Crédito da foto: Bene França

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Pirinopoles:Prefeitura de Pirenópolis divulga programação oficial do Carnaval de Blocos de Rua 2026

Festa acontece de 13 a 17 de fevereiro e valoriza a cultura popular e os blocos tradicionais da cidade

A Prefeitura Municipal de Pirenópolis, por meio da Secretaria de Educação e Cultura, divulga a programação oficial do Carnaval Cultural 2026 que será realizado entre os dias 13 e 17 de fevereiro. 

A festa vai reunir blocos tradicionais, maracatus, cortejos infantis e manifestações culturais no Centro Histórico da cidade.

A coordenadora dos blocos, Fernanda França, ressalta o trabalho coletivo para a construção da festa. “Essa programação é resultado de muito diálogo e organização com os blocos, artistas e poder público. Pensamos em horários, trajetos e diversidade cultural para garantir uma festa segura, inclusiva e representativa da nossa identidade.”

Com concentrações em locais simbólicos como a Igreja do Bonfim, Coreto, e espaços culturais, como o espaço Santa Dica, o carnaval pirenopolino se consolida como uma festa democrática, familiar e profundamente ligada às tradições locais.

O secretário municipal de Educação e Cultura, Renato Gomes, destaca o papel dos blocos como instrumentos de educação cultural. “Os blocos de rua são espaços de formação cultural, de memória e de pertencimento. Eles envolvem crianças, jovens, adultos e idosos, fortalecendo o vínculo da comunidade com a cultura popular”.

“O carnaval de Pirenópolis é feito pelo povo e para o povo. Ele movimenta a economia, fortalece o turismo e, acima de tudo, preserva nossas tradições culturais. É uma festa organizada, democrática e que respeita a história da nossa cidade”, destaca o prefeito Nivaldo Melo. 

PROGRAMAÇÃO – CARNAVAL DE BLOCOS DE RUA DE PIRENÓPOLIS 2026

 Sexta-feira – 13/02

Zé Pereira — 19h às 21h

Concentração: Praça da Kombi (Praça do Pororoca)

Tilapatur — 21h às 0h

Concentração: Em frente à Igreja do Bonfim

 Sábado – 14/02*

Pequi Sonoro — 16h30 às 18h30

Concentração: Coreto

Zazaricando — 17h às 21h

Concentração: Porta do Zaza Café

Catulé — 19h30 às 22h30

Concentração: Igreja do Bonfim

Tilapatur — 21h às 0h

Concentração: Em frente ao Tilapatur

 Domingo – 15/02

Alafia — 16h às 19h

Concentração: Igreja do Bonfim

Santa Dica — 18h às 21h

Concentração: Porta da Cervejaria Santa Dica

Ipadê Maracatu (COEP) — 19h30 às 22h

Concentração: Igreja do Bonfim

Tilapatur — 21h às 0h

Concentração: Em frente ao Tilapatur

 Segunda-feira – 16/02

Canarinhos da Terra — 9h às 11h

Concentração: Igreja do Bonfim

Zazaricando — 15h30 às 20h30

Concentração: Porta do Zaza Café

Zé Pereira — 17h às 22h

Concentração: Praça do Elzi Aires

Catulé — 19h30 às 22h30

Concentração: Igreja do Bonfim

Tilapatur — 21h às 0h

Concentração: Em frente ao Tilapatur

Terça-feira – 17/02

Ipadê Maracatu (COEP) — 17h às 19h

Concentração: Porta da Cervejaria Santa Dica

Bloco Pousada Casa Zanotto — 18h30 às 19h30

Concentração: Porta da Pousada Casa Zanotto

Santa Dica — 19h30 às 22h

Concentração: Cervejaria Santa Dica

Tilapatur — 21h às 0h

Concentração: Em frente ao Tilapatur

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Utilidade Pública: Descontos indevidos no INSS são proibidos por lei e beneficiários podem pedir ressarcimento até 14 de fevereiro


Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que tiveram descontos automáticos e não autorizados em seus benefícios agora contam com uma proteção legal mais clara. Uma nova legislação proíbe esse tipo de cobrança, prática que por anos afetou milhares de beneficiários em todo o país.

Além da proibição, quem foi vítima de descontos indevidos feitos por associações, sindicatos ou entidades tem até o dia 14 de fevereiro para solicitar o ressarcimento dos valores retirados do benefício.

Segundo o advogado Cassio Moura, mestre em Direito e especialista em INSS, muitos aposentados sequer percebiam os descontos.

“Essas cobranças eram feitas de forma automática e, em muitos casos, sem qualquer autorização válida do beneficiário. A nova lei vem para corrigir uma distorção grave e proteger quem depende exclusivamente do benefício para sobreviver”, explica.

O especialista alerta que o primeiro passo é consultar o extrato de pagamento do INSS.

“O beneficiário precisa verificar se há descontos com nomes de associações que ele não reconhece. Identificado o problema, é possível solicitar a exclusão e o ressarcimento dentro do prazo”, orienta Cassio Moura.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Politica: Brasileiro está falando menos de política no WhatsApp, mostra estudo

O compartilhamento de notícias de política está menos frequente em grupos de família, de amigos e de trabalho no WhatsApp. Além disso, mais da metade das pessoas que participam desses ambientes dizem ter medo de omitir opinião.

A constatação faz parte do estudo Os Vetores da Comunicação Política em Aplicativos de Mensagens, divulgado nesta segunda-feira (15).

O levantamento foi feito pelo centro independente de pesquisa InternetLab e pela Rede Conhecimento Social, instituições sem fins lucrativos.

A pesquisa identificou que mais da metade das pessoas que usam WhatsApp estão em grupos de família (54%) e de amigos (53%). Mais de um terço (38%) participam de grupos de trabalho.

Apenas 6% estão em grupos de debates de política. Em pesquisa realizada em 2020, eram 10%.

Ao se debruçar sobre o conteúdo dos grupos de família, de amigos e de trabalho, os pesquisadores verificaram que, de 2021 a 2024, caiu a frequência dos que aparecem mensagens sobre política, políticos e governo.

Em 2021, 34% das pessoas diziam que o grupo de família era no qual mais apareciam esse tipo de notícias. Em 2024, eram 27%.

Em relação aos grupos de amigos, a proporção caiu de 38% para 24%. Nos de trabalho, de 16% para 11%.

O estudo apresenta depoimentos de alguns dos entrevistados, sem identificá-los.

“Evitamos falar sobre política. Acho que todos têm um senso autorregulador ali, e cada um tenta ter bom senso para não misturar as coisas”, relata sobre o grupo de família uma mulher de 50 anos, de São Paulo.

As informações foram coletadas de forma online com 3.113 pessoas com 16 anos ou mais, de 20 de novembro a 10 de dezembro de 2024. Foram ouvidas pessoas de todas as regiões do país.

Receio de se posicionar

A pesquisa identificou que há receio em compartilhar opiniões políticas. Pouco mais da metade (56%) dos entrevistados disseram sentir medo de emitir opinião sobre política “porque o ambiente está muito agressivo”.

Foi possível mapear que essa percepção foi sentida por 63% das pessoas que se consideravam de esquerda, 66% das de centro e 61% das de direita.

“Acho que os ataques hoje estão mais acalorados. Então, às vezes você fala alguma coisa e é mais complicado, o pessoal não quer debater, na verdade, já quer ir para a briga mesmo”, conta uma mulher de 36 anos, de Pernambuco.

Os autores do estudo afirmam que se consolidaram os comportamentos para evitar conflitos nos grupos. Os dados mostram que 52% dos entrevistados se policiam cada dia mais sobre o que falam nos grupos, enquanto 50% evitam falar de política no grupo da família para fugir de brigas.

“As pessoas foram se autorregulando, e nos grupos onde sempre se discutia alguma coisa, hoje é praticamente zero. As pessoas tentam, alguém publica alguma coisa, mas é ignorado”, descreve uma entrevistada.

Cerca de dois terços (65%) dizem evitar compartilhar mensagens que possam atacar os valores de outras pessoas, segundo o levantamento.

Dos respondentes, 29% já saíram de grupos onde não se sentiam à vontade para expressar opinião política.

“Tive que sair, era demais, muita briga, muita discussão, propaganda política, bateção de boca”, conta uma entrevistada.

Afirmação

Mas o levantamento identifica também que 12% das pessoas compartilham algo considerado importante mesmo que possa causar desconforto em algum grupo.

Dezoito por cento afirmam que, quando acreditam em uma ideia, compartilham mesmo que isso possa parecer ofensivo.

“Eu taco fogo no grupo. Gosto de assunto polêmico, gosto de falar, gosto de tacar lenha na fogueira e muitas vezes sou removida”, diz uma mulher de 26 anos de Minas Gerais.

Entre os 44% que se consideram seguros para falar sobre política no WhatsApp, são adotadas as seguintes estratégias:

30% acham que mandar mensagens de humor é um bom jeito de falar sobre política sem provocar brigas;

34% acham que é melhor falar sobre política no privado do que em grupos;

29% falam sobre política apenas em grupos com pessoas que pensam igualmente.

“Eu gosto de discutir, mas é individualmente. Eu não gosto de expor isso para todo mundo”, revela um entrevistado de 32 anos, do Espírito Santo.

“É como se as pessoas já tivessem aceitado que aquele grupo é mais alinhado com uma visão política específica. Entra quem quer”, define uma mulher, de 47 anos, do Rio Grande do Norte.

O estudo foi apoiado financeiramente pelo WhatsApp. De acordo com o InternetLab, a empresa não teve nenhuma ingerência sobre a pesquisa.

Amadurecimento

Uma das autoras do estudo, a diretora do InternetLab, Heloisa Massaro, constata que o WhatsApp é uma ferramenta "arraigada" no cotidiano das pessoas. Dessa forma, assim como no mundo "offline", ou seja, presencial, o assunto política faz parte das interações.

O estudo é realizado anualmente, desde o fim de 2020. De acordo com Heloisa, ao longo dos anos, as pessoas "foram desenvolvendo normas éticas próprias para lidar com essa comunicação política no aplicativo", principalmente nos grupos.

"Elas se policiam mais, relatam um amadurecimento no uso", diz a autora. "Ao longo do tempo, a gente vai observando essa ética de grupos nas relações dos aplicativos de mensagem para falar sobre política se desenvolvendo", completa.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Internacional: Bahrein celebra Dia Nacional e fortes relações com o Brasil

A Embaixada do Reino do Bahrein no Brasil organizou um evento no dia 9 de dezembro, com a presença de autoridades e convidados de diversas nacionalidades, para celebrar o Dia Nacional. A celebração aconteceu no Villa Rizza, marcando tanto a formação do Estado do Bahrein em 1783 quanto o 26º aniversário da ascensão do Rei Hamadbin Isa Al Khalifa ao trono.

 Durante o evento, o Embaixador do Bahrein no Brasil, Bader Abbas Alhelaibi, expressou gratidão pela oportunidade de homenagear e relembrar a trajetória histórica do país e o progresso alcançado ao longo dos anos.

Bader também destacou os avanços e o desenvolvimento contínuo do Bahrein, enfatizando que a moderação e a colaboração internacional são fundamentais para o crescimento.

"No campo da política externa, orgulhamo-nos da abordagem do Reino do Bahrein, baseada no diálogo, na paz, na cooperação internacional e na proteção dos direitos humanos, uma abordagem que reforçou a presença ativa do Bahrein a nível regional e internacional. 

Também sentimos grande orgulho do fato de o Reino do Bahrein presidir a atual sessão do Conselho de Cooperação do Golfo, claramente confiantes em seu papel na promoção da coesão do lar árabe do Golfo e no apoio ao caminho da integração.

A eleição do Bahrein como membro não permanente do Conselho de Segurança para o período de 2026-2027 constitui uma conquista diplomática que reflete a confiança da comunidade internacional na sabedoria da liderança bahreinita. Ela também atribui ao Bahrein a responsabilidade de continuar a contribuir para a paz e a segurança internacionais, apoiar as causas árabes, especialmente a causa palestina, empoderar jovens e mulheres e enfrentar desafios que ultrapassam fronteiras. 

No âmbito nas relações bilaterais destacamos com apreço as relações sólidas que unem o Reino do Bahrein e a República Federativa do Brasil, relações profundamente enraizadas na cooperação mútua e que se fortalecem a cada ano

Elas se baseiam na colaboração, na compreensão e na troca de experiências, abrindo amplos horizontes para o fortalecimento das parcerias econômicas, culturais e científicas, bem como para a consolidação de princípios comuns que promovem segurança, estabilidade e desenvolvimento " concluiu o Embaixador em seu discurso oficial.

Brasil e Bahrein estabeleceram relações diplomáticas em 26 de junho de 1974 e, em 2024, celebraram o quinquagésimo aniversário dessa parceria. As relações bilaterais são consideradas produtivas e vivenciam um período de crescimento. 

Sede Diplomática:

O Brasil possui uma embaixada em Manama, capital do Bahrein, inaugurada em novembro de 2021. O Bahrein também possui uma embaixada em Brasília, a primeira na América do Sul, inaugurada em agosto de 2018.

Comércio e Economia:

Embaixador, Bader Abbas Ahelaibi
As relações comerciais são robustas, sendo o Brasil o principal fornecedor de minério de ferro para o Bahrein, representando cerca de 80% das exportações brasileiras para o país do Golfo. Há também exploração de parcerias em setores como tecnologia agrícola, saneamento, turismo e esportes. 

Acordos e Cooperação:

Em 2018, foi promulgado um Acordo Bilateral sobre Serviços Aéreos, que garante segurança jurídica para as operações aéreas entre as duas nações.

Além disso, foram assinados memorandos de entendimento e acordos em diversas áreas: militar, cultural, esportiva, juntamente com o Banco Central e a Instituição Rio Branco.







quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Tecnologia: Você imaginava que o “Pix brasileiro” pudesse inspirar o mundo?

O homem que ajudou a criar o Pix — uma das maiores revoluções tecnológicas do Brasil agora tem um novo desafio: criar um sistema global de pagamentos. 

Depois de mais de duas décadas no Banco Central, Carlos Eduardo Brandt, nome por trás da estrutura que tornou o Pix um fenômeno mundial, deixou o cargo e o país. O destino? Washington, nos Estados Unidos, onde ele agora integra o Fundo Monetário Internacional (FMI), na área de pagamentos e infraestrutura de mercados.

O movimento é simbólico. Brandt, que ajudou o Brasil a criar um dos sistemas de pagamento mais modernos e inclusivos do planeta, agora busca levar essa experiência ao cenário internacional. Sua nova missão é contribuir para o desenvolvimento de tecnologias que permitam transações instantâneas entre países, conectando economias e derrubando barreiras que ainda tornam as remessas internacionais lentas e caras.
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Desde que foi lançado, em 2020, o Pix se tornou parte da rotina de milhões de brasileiros. Em apenas um ano, o número de usuários ultrapassou o dobro das expectativas iniciais. O sistema transformou completamente a relação das pessoas com o dinheiro, eliminando intermediários e facilitando o acesso financeiro — um feito que colocou o Brasil entre as nações mais inovadoras em pagamentos digitais.
O sucesso foi tão grande que, em 2021, Brandt entrou na lista da Bloomberg como uma das 50 personalidades mais influentes do mundo dos negócios. A conquista não foi apenas individual — foi o reconhecimento do potencial tecnológico brasileiro, muitas vezes subestimado fora do país.
Mas a decisão de deixar o Brasil para trabalhar no exterior também levanta reflexões importantes. Por que tantas mentes brilhantes precisam sair do país para continuar crescendo? Quantos talentos o Brasil perde todos os anos por falta de estrutura, incentivo ou reconhecimento?
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No FMI, Brandt terá acesso a um ambiente onde inovação e cooperação internacional caminham juntas. Seu trabalho agora mira no futuro dos pagamentos globais: criar um modelo que permita transferências instantâneas entre moedas e países, da mesma forma que o Pix fez dentro do Brasil. É um passo histórico, e novamente, com um brasileiro à frente.
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O Pix nasceu como uma ferramenta de inclusão. Agora, seu criador quer que ela se torne uma ponte entre nações. E isso mostra algo que vai muito além da economia — mostra o impacto que uma boa ideia pode ter quando nasce com propósito.
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Você imaginava que o “Pix brasileiro” pudesse inspirar o mundo?
Fonte: G1, Exame, Valor Econômico, Bloomberg.